Maioria dos atendimentos ocorreu no HGE, em Salvador; menino de dois anos foi atingido por uma espada em Cruz das Almas e segue internado
Foto: Reprodução/Tv Bahia

Entre as vítimas estão 15 crianças. Um dos casos mais graves envolve um menino de dois anos, atingido por uma espada dentro de casa, em Cruz das Almas. A criança está internada no HGE, mas o estado de saúde não foi divulgado.
Os acidentes estão relacionados principalmente ao uso de fogos de artifício e às fogueiras, comuns durante os festejos juninos. Na terça-feira (23), um homem de 47 anos morreu após sofrer queimaduras enquanto soltava espadas em Sapeaçu, no recôncavo baiano. A vítima foi identificada como Tarcísio Sodré Ramos do Nascimento.
Comparativo
No mesmo período de 2025, entre 18 e 25 de junho, foram registradas 72 ocorrências relacionadas aos festejos juninos no estado, sendo 24 por queimaduras causadas por fogos ou fogueiras e 48 por explosões de bombas. Em 2024, foram contabilizados 66 casos entre os dias 20 e 25 de junho.
A maior parte das vítimas atendidas em 2025 foi encaminhada ao HGE, que recebeu 53 pacientes. Também houve registros no Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus, com 12 atendimentos, além dos hospitais regionais de Juazeiro, Jequié e Barreiras.
A Polícia Civil reforçou que o porte, armazenamento, transporte e uso de espadas de fogo continuam proibidos na Bahia. Segundo a corporação, as condutas relacionadas a esses artefatos podem ser enquadradas no artigo 16 do Estatuto do Desarmamento, com pena de três a seis anos de prisão e sem possibilidade de fiança em casos de flagrante.
As autoridades de saúde orientam que, em caso de queimaduras, a área atingida seja resfriada com água corrente por alguns minutos e alertam para que não sejam utilizados gelo, manteiga, creme dental ou outras substâncias sobre os ferimentos. Em casos mais graves, a recomendação é procurar atendimento especializado.
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