Para avaliar se esse ciclo está ocorrendo de forma adequada, é possível realizar a dosagem do cortisol em diferentes horários do dia
Por: Giovanna Victoria / defatoonline
Foto: DeFato Online

Em entrevista ao portal DeFato Online, o biomédico Eder Rodrigues Ferreira explica que é cada vez mais comum receber pacientes que relatam cansaço persistente, dificuldade de desligar a mente e sensação de exaustão mesmo após uma noite de descanso. “O paciente deita, tenta dormir, mas a mente continua acelerada. Muitas vezes, ele acorda tão cansado quanto quando foi se deitar”, relata.
Segundo o especialista, o cortisol segue um ritmo natural ao longo do dia. O hormônio atinge níveis mais altos pela manhã, logo ao acordar, ajudando o organismo a entrar em estado de alerta. Ao longo do dia, esses níveis se mantêm relativamente elevados, mas devem diminuir gradativamente no período da noite, permitindo o relaxamento e o descanso.
Para avaliar se esse ciclo está ocorrendo de forma adequada, é possível realizar a dosagem do cortisol em diferentes horários do dia: pela manhã, entre 15h e 16h e, por fim, às 23h. A partir desses resultados, os profissionais de saúde conseguem identificar a chamada “curva do cortisol”. “O problema é que, com a vida agitada que muitas pessoas levam hoje, esse hormônio não baixa. Ele permanece elevado durante todo o dia e também à noite, impedindo o corpo de relaxar”, explica.
O biomédico destaca ainda que o diagnóstico correto depende não apenas da avaliação clínica, mas também da realização de exames laboratoriais em locais que ofereçam precisão e confiabilidade nos resultados. De acordo com ele, a agilidade na liberação dos exames é um fator decisivo para a conduta médica, especialmente em ambientes hospitalares.
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