Rinaldo de Oliveira - SNB
Diogo é o novo paciente paraplégico que mexeu o pé após usar a polilaminia, medicamento experimental da UFRJ. 10 pessoas já pediram o direito na justiça.
- Fotos: arquivo pessoal/ divulgação

“Acordei de madrugada com o pensamento de que conseguiria mexer meu pé. Minha esposa dormia ao lado da minha maca, aqui no hospital. Pensei, vou mandar um estímulo para baixo, vou mexer meu pé. E não foi um movimentinho, não. Eu mexi o meu pé direito por inteiro. Eu fiz a contração”, contou Diogo.
Ele sofreu lesão medular total depois de uma queda de um prédio durante o trabalho, em Friburgo (RJ) e ficou paraplégico, sem movimentos e sensibilidade da cintura para baixo. Diogo consegui na justiça o direito de receber aplicação da polilaminina, substância ainda em fase de testes clínicos na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Duas semanas de aplicação
O resultado do Diogo veio duas semanas após a aplicação. Ele conta que começou a retomar sensibilidades em partes das pernas e a conseguir mexer o pé, contrair a coxa e, também, a musculatura do esfincter.
“Não se trata de impulso involuntário. Eu mexo o meu pé quando quero. Consigo segurar minha perna dobrada, o que era impossível até dias atrás. Estou tendo contração muscular voluntária”, afirma Diogo.
Diogo é vidraceiro e pai de três meninas e está muito grato com o que vem acontecendo: “Dou graças a Deus de ter tido acesso à aplicação. Tive uma grande chance, uma grande oportunidade. É muito bom ver que o estudo da doutora Tatiana está dando certo, está caminhando para ser liberado para outras pessoas”, informou o Jornal de Brasília.
O que é o medicamento
A constatação, narrada por Diogo, foi documentada pela equipe científica da bióloga Tatiana Coelho de Sampaio, que lidera a pesquisa na UFRJ, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mais no sonoticiaboa
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