Devido à falta de garantias para o exercício da profissão, 1.328 jornalistas deixaram o país, desde 2018
Durante 13 anos de governo, Maduro tratou jornalistas com punho de ferro
- Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Nicolás Maduro assumiu o poder em 14 de abril de 2013, logo depois da morte do presidente Hugo Chávez. A partir de então, começou sistemática perseguição a adversários políticos, membros da sociedade organizada e órgãos de imprensa. Somente em 2018, por exemplo, Jornalistas e veículos de comunicação sofreram 113 agressões apenas no primeiro semestre, conforme denunciou, na ocasião, o Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP). Fontes: CNN/Veja
“De janeiro a junho de 2018 foram contabilizados 113 atos de agressão”, destacou o relatório do SNTP, que incluiu também entre as medidas adotadas pelo governo o fechamento de jornais por falta de papel, cuja importação é monopólio de uma empresa estatal. Essa situação fez com oito jornais encerrassem as suas atividades. Além disso, diversos portais de notícias foram bloqueados pelo Estado.
A versão online do jornal El Nacional- o principal órgão de imprensa independente do país- foi violentamente reprimido: 24 jornalistas sofreram agressões e 87 profissionais foram atacados pelas forças de segurança do regime. A página na internet do El Nacional denunciou irregularidades no processo de reeleição de Maduro.
Para o SNTP, a situação é de “censura imposta pelo governo nacional” e “fechamento de veículos por medidas diretas ou indiretas, que buscam frear e controlar a crítica e a auditoria social”.
Devido à falta de garantias para o exercício da profissão, 1.328 jornalistas deixaram o país, desde 2018.
Analista destaca que cerca de 100 jornalistas são detidos anualmente no país
A situação na Venezuela é “mais sombria” do que é possível noticiar, afirmou o analista de Internacional da CNN Lourival Sant’Anna ao comentar a recente prisão de quatro jornalistas no país.
Durante o CNN Prime Time, ele destacou o controle rigoroso do Estado sobre os meios de comunicação, o que dificulta a exposição completa da realidade venezuelana.
Segundo Sant´Anna, nos últimos 20 anos, cerca de 400 veículos de comunicação foram fechados na Venezuela.
“Há muitos anos que não tem nenhuma televisão que fosse independente na Venezuela. A última era a Globovision, que foi confiscada pelo regime”, explicou o analista da CNN.
O cenário para os profissionais da mídia é alarmante. “Por ano, são presos cerca de 100 jornalistas“, revelou o especialista, lembrando que só em 2019, foram registradas 79 prisões de jornalistas. Por: Fernando Silva / defatoonline
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