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domingo, 4 de janeiro de 2026

Estados Unidos podem ser banidos da Copa do Mundo e das Olimpíadas após ataque à Venezuela? Entenda

A recente ação militar dos EUA na Venezuela levanta questões sobre a possibilidade de sanções esportivas em eventos e serem banidos da Copa do Mundo e as Olimpíadas.
Por Leonardo Oliveira/BNews
Após a ação das Forças dos Estados Unidos à Venezuela com a captura do presidente Nicolás Maduro, neste sábado (3), entra-se em debate se os Estados Unidos poderiam ser banidos como sede da Copa do Mundo de Futebol de 2026 e até mesmo das Olimpíadas de Los Angeles, em 2028.

Isso aconteceria pois diferentes federações esportivas sancionam países que fazem ações armadas consideradas injustificadas contra a integridade territorial ou a independência política de outro Estado ou país.

No entanto, não existe uma concordância sobre a legitimidade da operação norte-americana que aconteceu nas últimas horas. Alguns casos recentes ocorreram com a antiga Iugoslávia, na década de 1990, e a Rússia, mais recentemente.

No caso da Rússia, a Federação Internacional de Futebol (FIFA) e a União das Associações Europeias de Futebol (UEFA) afastaram clubes e seleções das competições internacionais, fundamentando a decisão não apenas em questões de segurança, mas na incompatibilidade entre o conflito armado e os valores proclamados pelo esporte.

O Comitê Olímpico Internacional (COI), por sua vez, permitiu a participação de atletas sob regime de neutralidade estrita, sem bandeira, hino ou símbolos nacionais.

Tais decisões fazem entender que a neutralidade esportiva absoluta deixou de ser aplicada de forma automática diante de conflitos armados envolvendo violações graves de princípios reconhecidos internacionalmente.

A Carta das Nações Unidas proíbe qualquer ataque armado contra outro país, a menos que seja para legítima defesa ou com autorização expressa do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

Fora dessas exceções, a ação é considerada um crime de agressão, o que pode gerar reações diplomáticas e sanções internacionais.Essas consequências não se limitam à política. O esporte, cada vez mais ligado a valores como direitos humanos e integridade, também pode ser afetado.

Embora a tradição esportiva defenda a neutralidade, ou seja, a ideia de que o esporte deve ficar fora de disputas políticas, esse conceito vem mudando nas últimas décadas.

Casos como o banimento da antiga Iugoslávia nos anos 1990 e das seleções russas após a invasão da Ucrânia mostraram que os órgãos esportivos estão dispostos a reagir quando há violações graves do direito internacional.

E o critério da FIFA?
No caso da FIFA, esses princípios foram formalizados a partir de 2016, com a criação de políticas internas de direitos humanos e mecanismos de fiscalização. Desde então, qualquer país que queira sediar a Copa do Mundo precisa apresentar medidas de proteção a trabalhadores, atletas e comunidades locais, além de se comprometer com normas internacionais. Esse foi o caso da candidatura conjunta dos Estados Unidos, Canadá e México para o Mundial de 2026.

Agora, com o ataque norte-americano à Venezuela, aumenta o questionamento sobre a coerência entre esses compromissos e a prática. Até o momento, nem FIFA nem Comitê Olímpico Internacional se pronunciaram sobre possíveis punições ou restrições, mas as pressões podem aumentar, principalmente de atletas, patrocinadores e organizações de direitos humanos.

Mesmo que medidas formais ainda não tenham sido anunciadas, o episódio poderia afetar a imagem dos Estados Unidos no cenário esportivo global.

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