Modelo não tripulado é utilizado pelos militares para operações de vigilância e reconhecimento
Aeronave MQ-4C Triton | Divulgação/Northrop Grumman
Camila Stucaluc - SBT

Segundo o site, o avião é do modelo Northrop Grumman MQ-4C Triton, não tripulado, que funciona para operações de vigilância e reconhecimento. A aeronave é utilizada principalmente para realizar patrulhas e proporcionar inteligência avançada em tempo real, compartilhando dados para viabilizar a coordenação militar.
Avião da marinha dos EUA faz voo próximo à costa do Irã | Reprodução/FlightRadar24

O voo foi registrado em meio à tensão entre Estados Unidos e Irã, que vem testemunhando uma forte onda de protestos desde dezembro de 2025. As manifestações começaram contra a economia debilitada, mas passaram rapidamente a mirar o regime teocrático que governa o país desde 1979. A repressão já deixou mais de 2 mil mortos, sendo 1.847 manifestantes e 135 pessoas ligadas ao governo.
O alto número de mortos chamou a atenção do presidente norte-americano, Donald Trump, que ameaçou interferir militarmente no país caso o regime iraniano continue reprimindo os protestos com violência. Na terça-feira (13), o republicano ainda afirmou que o país adotará “medidas muito duras” caso o governo execute manifestantes presos. O primeiro enforcamento foi marcado para esta quarta-feira (14).
Nas redes sociais, encorajou a população a continuar com os protestos, afirmando que a “ajuda estava a caminho”. “Continuem protestando — assumam o controle de suas instituições. Guardem os nomes dos assassinos e dos abusadores. Eles pagarão um preço alto. Cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que a matança sem sentido de manifestantes pare. A ajuda está a caminho", escreveu Trump.
As declarações foram criticadas pelo regime iraniano, que acusou Trump de incitar a violência e a desestabilização política, bem como ameaçar a soberania do país. O governo alegou, ainda, que os Estados Unidos tinham “responsabilidade legal direta pela morte de civis inocentes, sobretudo jovens”. O mesmo foi dito contra Israel, que também vem encorajando os protestos e criticando a repressão violenta.
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