Monique de Carvalho - SNB
A Austrália está a um passo de zerar os casos de câncer de colo de útero e o Brasil segue o mesmo caminho

- Foto: Canva
A Austrália está perto de um feito histórico e pode se tornar o primeiro país a eliminar o câncer do colo de útero como problema de saúde pública. E a notícia boa é que o Brasil segue o mesmo caminho!
O avanço é resultado direto de duas frentes bem coordenadas: vacinação em massa contra o HPV e um sistema moderno de rastreamento, baseado em testes mais sensíveis.
O exemplo chama atenção do mundo. Com estratégia, continuidade e acesso, é possível mudar o curso de uma doença que ainda mata milhares de mulheres.
Avanço confirmado
O cenário australiano é respaldado por números recentes. O 2025 Cervical Cancer Elimination Progress Report, publicado em novembro, confirma a queda contínua da doença no país.
Em 2021, a incidência chegou a 6,3 casos por 100 mil mulheres, abaixo dos 6,6 registrados em 2020. Um marco histórico foi alcançado: pela primeira vez desde 1982, não houve casos entre mulheres com menos de 25 anos.
Os dados indicam que a combinação entre prevenção e diagnóstico precoce está funcionando. E com impacto direto na população mais jovem.
Menos lesões, menos vírus circulando
O rastreamento organizado trouxe outro resultado importante. Entre as mulheres acompanhadas, a detecção de lesões precursoras de alto grau (HSIL) caiu 21%.
Isso indica que a primeira rodada de testes de HPV já identificou e tratou grande parte das lesões que poderiam evoluir para câncer. Mais no sonoticiaboa
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