Segundo o estudo, a renda familiar per capita cresceu cerca de 70% no período analisado
Foto: Roberto Parizotti/ CUT

Segundo o estudo, a renda familiar per capita cresceu cerca de 70% no período analisado, enquanto a taxa de extrema pobreza caiu de 20% para 5%. A evolução, embora marcada por oscilações, teve duas fases centrais de progresso: entre 2003 e 2014 e, mais recentemente, entre 2021 e 2024.
Os pesquisadores apontam que o desempenho mais robusto do mercado de trabalho e a ampliação das políticas de transferência de renda foram determinantes para a melhora. Entre 2021 e 2024, esses dois fatores responderam por quase metade da redução da desigualdade e da queda da extrema pobreza. Programas como Auxílio Emergencial, Auxílio Brasil e Bolsa Família mostraram impacto direto na recuperação social após o período mais crítico da pandemia.
Apesar do avanço, os dados revelam que 4,8% da população ainda vivia abaixo da linha de extrema pobreza em 2024, e 26,8% permaneciam abaixo da linha de pobreza. Para o Ipea, a melhora distributiva registrada no intervalo recente foi decisiva para a redução superior a 60% nos índices de extrema pobreza nos últimos três anos, reforçando a importância da combinação entre mercado de trabalho aquecido e políticas de proteção social.
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