‘Era um cara sonhador’
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“Meu pai era um cara sonhador, que colocava no colo, beijava, mesmo não tendo nada. Ele sonhava em melhorar a vida, arrumar um emprego melhor, buscar oportunidade. Na época, muita gente veio para São Paulo, mas teve também o boom dos diamantes, no Mato Grosso, e nos mudamos pra lá (…) É muito ruim de lembrar. Perdi meu pai com oito aninhos, era muito pequena. Quando ele morreu, foi enterrado como indigente, porque éramos muito pobres. Minha mãe não tinha estudo (…) Prometemos ao nosso pai que, o dia que Deus abençoasse nossa vida, tiraríamos o corpo de lá e daríamos um enterro digno a ele. Como na época o corpo era enterrado diretamente na terra, a chuva foi levando, tentamos na justiça, exumamos duas vezes, mas não tinha mais nada”, explicou Simone, com a voz embargada.
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