Levantamento mostra que 30 bairros foram diretamente impactados, a maioria deles com predominância de população negra
Alexandre Santos
Foto: Reprodução/Redes sociais

No período, 30 bairros foram diretamente impactados, a maioria deles com predominância de população negra. Em Mussurunga, moradores enfrentaram 14 dias sem ônibus, 7 destes seguido — a interrupção mais longa verificada.
Os dados constam do estudo “Catraca Racial: o impacto da segurança pública na mobilidade urbana da capital da Bahia”, levantamento inédito que evidencia desigualdades e os efeitos das interrupções no direito à mobilidade da população mais vulnerabilizada da capital. A pesquisa inclui informações compiladas pelo Observatório da Mobilidade Urbana de Salvador e pelo Instituto Fogo Cruzado e as comparou com os registros disponibilizados pela Prefeitura de Salvador, por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação) e pelo Sindicato dos Rodoviários da Bahia.
A reportagem procurou a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) e aguarda um posicionamento.
No período analisado, ao menos 19 das interrupções estavam associadas a ações policiais, 57 não tiveram suas circunstâncias esclarecidas e 9 sem relação a presença das forças de segurança.
Se consideradas apenas as datas de interrupção, o levantamento aponta 69 dias com interrupções do transporte público em horários alternados devido casos de ocorrência de segurança pública.
Os bairros mais impactados
Mussurunga 14 vezes
Fazenda Coutos e Valéria 8 vezes cada
Pernambués 6 vezes
Águas Claras 5 vezes
Nordeste de Amaralina e
Engenho Velho da Federação 4 vezes cada
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