Os hospitais públicos brasileiros têm menos da metade dos aparelhos de radioterapia recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o atendimento de pacientes com câncer. Além da falta de equipamento e da péssima distribuição pelo país, alguns equipamentos estão quebrados há anos.
A OMS recomenda que para cada 300 mil habitantes uma máquina esteja disponível. Atualmente, existem 269 aparelhos na rede pública. Mas seria necessário o dobro disso para atender os pacientes com câncer.
Estima-se que existam mais de 100 mil pessoas na fila para fazer procedimento radioterápico, principalmente no Norte e Nordeste.
Ampliação
Para ampliar a oferta de radioterapia, o Ministério da Saúde lançou um plano em 2012 que previa a instalação de até 80 aparelhos em todo o país. Até agora apenas dois foram instalados. Segundo o ministério, mais 18 aparelhos devem ser entregues ainda em 2017.
A radioterapia é um tratamento contra o câncer que destrói as células de um tumor, impedindo que elas se multipliquem. “Cerca de 60% dos pacientes com câncer precisam desse tipo de tratamento”, afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Radioterapia Eduardo Weltman. Quando um equipamento quebra, ele deixa de atender cerca de 50 pessoas por mês. E isso preocupa os médicos. Fonte: DN
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