A Rede Globo ganhou parcialmente a batalha contra um telespectador que entrou com uma denúncia no Ministério Público Federal considerando que a emissora está exibindo cenas envolvendo homossexuais impróprias na novela “Império”. O alvo da denúncia eram três cenas do folhetim global. Segundo especialistas em direitos humanos do Ministério Público Federal (MPF), “a avaliação de cenas que envolvam conteúdo de cunho sexual não pode ter como elemento distintivo o fato de estas relações ocorrerem entre pessoas do mesmo sexo ou não”. Eles consideraram adequadas à classificação indicativa duas cenas envolvendo personagens homossexuais na novela “Império”. Com isso, a subdivisão da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) sediada na 2ª Região (RJ/ES) homologou o arquivamento de uma apuração feita a partir da denúncia de um cidadão. Tanto a procuradora da República que apurou o caso quanto os membros dessa subdivisão concluíram que as cenas devem ser avaliadas em razão dos elementos sexuais expostos, independentemente do gênero dos personagens, mesma posição adotada pelo Ministério da Justiça (MJ). O procurador regional da República João Marcos Marcondes, relator do caso, argumentou em seu voto que o Guia Prático da Classificação Indicativa, do MJ, não considera os personagens envolvidos. .
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
MPF não vê irregularidade em cenas com homossexuais na novela “Império”
A Rede Globo ganhou parcialmente a batalha contra um telespectador que entrou com uma denúncia no Ministério Público Federal considerando que a emissora está exibindo cenas envolvendo homossexuais impróprias na novela “Império”. O alvo da denúncia eram três cenas do folhetim global. Segundo especialistas em direitos humanos do Ministério Público Federal (MPF), “a avaliação de cenas que envolvam conteúdo de cunho sexual não pode ter como elemento distintivo o fato de estas relações ocorrerem entre pessoas do mesmo sexo ou não”. Eles consideraram adequadas à classificação indicativa duas cenas envolvendo personagens homossexuais na novela “Império”. Com isso, a subdivisão da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) sediada na 2ª Região (RJ/ES) homologou o arquivamento de uma apuração feita a partir da denúncia de um cidadão. Tanto a procuradora da República que apurou o caso quanto os membros dessa subdivisão concluíram que as cenas devem ser avaliadas em razão dos elementos sexuais expostos, independentemente do gênero dos personagens, mesma posição adotada pelo Ministério da Justiça (MJ). O procurador regional da República João Marcos Marcondes, relator do caso, argumentou em seu voto que o Guia Prático da Classificação Indicativa, do MJ, não considera os personagens envolvidos.
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