"O Samu disse que não faz esse trabalho e os bombeiros também não, enfim, todo meio eu procurei", diz a filha da idosa, Maria da Cruz. Foi ela que pediu ao vizinho, o bancário Iran Silveiro, para transportar a mãe.
"Ligaram para mim para trazer na carroceria da caminhonete. Vim arriscando tomar uma multa. Uma cidade como Palmas não ter uma ambulância para trazer para o hospital é terrível", diz indignado o vizinho.
Francisca de Oliveira também passou pelo mesmo problema. Ela teve um desmaio e o marido não conseguiu uma ambulância para levá-la ao hospital. "Eles disseram que não tinha ambulância disponível e a única que tinha estava prestando socorro. Eu podia ter morrido e eles não fizeram nada. Me sinto pequena. Era o mínimo que o poder público poderia fazer por mim."
O secretário executivo da Saúde de Palmas, Luiz Fernando Freesz, diz que no caso da paciente Júlia Cruz, o atendimento seria de transporte domicilar e, que o mesmo, pode ser feito desde que seja agendado na unidade básica de saúde.
Freesz revela que o município de Palmas possui 11 ambulâncias, mas apenas três estão em atividade. Segundo ele, as que não estão em funcionamento estão passando por reparos.
O secretário afirma que uma deve voltar a funcionar nesta terça-feira (6) e outra na próxima segunda-feira (12). Outras duas, para remoção em locais de difícil acesso, estão aguardando peças e quatro não podem ser utilizadas para o transporte de saúde. "Temos dificuldades estruturais, operacionais, mas estamos resolvendo", argumenta Freesz.
O comandante do 1° Batalhão do Corpo de Bombeiros, major Geraldo Primo, diz que uma das ações da entidade é a urgência e emergência, mas o socorro é principalmente em situações em que há trauma, vítimas presas em ferragens, risco de incêndio, "situações que oferecem riscos coletivos além do risco à vítima."
Em Palmas, existem duas viaturas do Corpo de Bombeiros e outras quatro no interior. "O cidadão liga para os Bombeiros e para o Samu. A maior parte dos chamados são de competência das duas instituições. Em algumas situações precisa das duas viaturas", destaca o major.
Dados
Segundo a Secretaria de Saúde de Palmas, das 28471 chamadas feitas ao Samu, de janeiro a julho desse ano, 15118 foram para atendimento de emergência, 3177 foram trotes, 148 para transporte e 2446 para transferências de pacientes. Foto: Reprodução/TV Anhanguera TO**Fonte: G1 TO, com informações da TV Anhanguera
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