Grande parte da população de baixa renda fica à margem do mercado imobiliário legal, não tendo alternativa senão buscar formas irregulares de habitação ou ocupação do solo.
Apesar de o governo abrir programas de financiamento habitacional para acesso à casa própria, muitos não possuem os meios necessários para arcar com os custos desses financiamentos e são obrigados a ocupar loteamentos clandestinos.
Além destes tipos de moradia existem os domicílios particulares improvisados, ou seja, localizados em unidade não-residencial (loja, fábrica, etc.) que não tem dependências destinadas exclusivamente à moradia, mas que estão ocupados por moradores. Isso inclui também os prédios em construção, vagões de trem, carroças, tendas, barracas, grutas etc.
No desespero por um “teto”, inúmeras pessoas prejudicam o meio ambiente e se arriscam, diariamente, ao fixarem residência em encostas de morros (como no Rio de Janeiro e na Bahia), à beira de lagos e represas e em outros locais igualmente perigosos.
Em 21 de agosto de 1964, o governo federal criou o Sistema Financeiro de Habitação para facilitar a aquisição da casa própria (Lei número 4.380). Administrado pelo extinto Banco Nacional de Habitação (BNH), o sistema favorece preferencialmente famílias de baixa renda.
Um relatório recentemente divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) revela que o número de pessoas vivendo em condições precárias no Distrito Federal aumentou 398% em 10 anos. Ou seja, Brasília foi a capital brasileira que mais viu a quantidade de favelas aumentar entre 1991 e 2000. Em segundo lugar, está João Pessoa, no Estado da Paraíba, com crescimento de 265% na população das favelas, e, depois, Salvador, Bahia, com aumento de 179%. Fonte: IBGE teen / IBEDEC / Adital
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