Avanços em técnicas cirúrgicas e novos métodos intraoperatórios oferecem esperança no combate aos tumores cerebrais agressivos
Tratamento de câncer no cérebro evoluiu com tecnologias inovadoras | Freepik
Brazil Health

Alguns dos tumores cerebrais possuem uma similaridade no aspecto visual quando comparados ao cérebro normal, e mesmo um cirurgião experiente utilizando um microscópio cirúrgico moderno por vezes pode não identificar áreas de câncer em meio ao tecido cerebral. Considerando que, nos casos de tumores mais agressivos, o tamanho do resíduo do tumor faz com que ele possa voltar a crescer de forma precoce e acelerada, a aplicação de substâncias fluorescentes pode funcionar como um marcador em áreas de tumor e auxiliar o neurocirurgião a encontrá-las e removê-las por completo.
O ácido 5-aminolevulínico (5-ALA) é uma substância administrada ao paciente antes da cirurgia e é absorvida preferencialmente pelas células tumorais. Sob luz azul especializada durante a operação, essas células brilham em tons de rosa fluorescente, permitindo ao cirurgião identificar margens tumorais com precisão microscópica. Outra substância chamada fluoresceína atua de forma similar em algumas áreas onde há destruição do cérebro normal pelo tumor. Estudos demonstram que essa técnica aumenta as taxas de ressecção total (remoção completa do tumor) em até 65%, comparada à cirurgia convencional.
Tratamentos aplicados durante a cirurgia











































