Carne bovina: Brasil bate recorde de exportação em 2026 com receita bilionária
Setor celebra o melhor desempenho mensal do ano, impulsionado pela demanda chinesa e pela valorização do produto no mercado externo
Por Giullia Gurgel / Itatiaia
China mantém sua posição como principal parceiro comercial • Canva/ Banco de imagem

Na comparação anual com março de 2025, o salto é evidente: o volume de embarques cresceu 9,1%, enquanto o faturamento disparou 26%, um aumento no valor médio da proteína brasileira no exterior. A carne in natura continua como o motor do setor, representando 91,7% de toda a receita gerada no período.
China lidera e Chile surpreende
A China mantém sua posição como principal parceiro comercial, com quase 40% do volume total de março (105,4 mil toneladas) e apresentando um crescimento de 30,1% em valor. No entanto, outros mercados mostraram uma expansão agressiva:
Chile: crescimento expressivo de 51,1% em faturamento.
México: salto de 56,5% na receita comparado ao ano anterior.
União Europeia: avanço sólido de 40,4% em valor.
Os Estados Unidos, embora tenham apresentado uma leve queda de 9,5% no volume em março, seguem como o segundo maior destino, com faturamento superior a US$ 238 milhões no mês.
Os três primeiros meses de 2026 desenham um cenário de otimismo para a pecuária de corte. No acumulado do ano, o Brasil já exportou 801,9 mil toneladas, totalizando US$ 4,33 bilhões.
Apesar do cenário global positivo, a instabilidade geopolítica com a Guerra no Oriente Médio trouxe reflexos negativos pontuais. Em março, os embarques para a região caíram 20,5% em relação a fevereiro, totalizando 18.220 toneladas.
A maior retração foi observada nos Emirados Árabes Unidos, onde o volume de importação caiu quase pela metade (- 49,5%). Países como Catar, Jordânia e Iraque também registraram quedas significativas, superiores a 40%, refletindo os desafios logísticos e a incerteza comercial causados pelo entorno do conflito.
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