Medida anunciada pelo governo Trump não afeta autoridades brasileiras; familiares dos atingidos na Bolívia, Colômbia, Equador e Peru também foram alvo
Vicklin Moraes - SBT
Donald Trump, presidente dos EUA. | Reuters/Evan Vucci

A decisão foi formalizada por meio de uma nova política de restrição de vistos, fundamentada na Seção 212(a)(3)(C) da Lei de Imigração e Nacionalidade (INA). A regra prevê restrições para estrangeiros que, segundo o governo norte-americano, prejudiquem governos democraticamente eleitos por meio de corrupção ou atividades ligadas ao narcotráfico.
Em comunicado, o Departamento de Estado afirmou que a medida faz parte dos esforços da administração Trump para combater a corrupção e o narcotráfico e defender a governança democrática no hemisfério.
"Sob a administração Trump, funcionários estrangeiros corruptos não podem mais entrar livremente nos Estados Unidos. Hoje, o Departamento de Estado está tomando medidas para cumprir os compromissos de defender a governança democrática em todo o hemisfério contra a corrupção e o narcotráfico", informou o órgão.
A medida segue compromissos firmados na Cúpula de Doral e reafirmados na declaração dos líderes da Iniciativa "Escudo das Américas", de 22 de setembro. Segundo o governo dos EUA, as novas restrições também apoiam os demais participantes da iniciativa: Bolívia, Colômbia, Equador e Peru.
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