Por Edu Mota, de Brasília - BN
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O resultado apresentado pelo IBGE revelou que neste trimestre atual, houve um novo recorde na população ocupada. O estudo contabilizou 103,5 milhões de pessoas trabalhando entre junho e agosto, alta de 0,8% em relação ao trimestre anterior, com 774 mil pessoas a mais. Na comparação anual, o avanço foi de 1%, ou 1,1 milhão de trabalhadores.
Os números da Pnad Contínua mostram que a população desocupada no Brasil diminuiu 4,6% na comparação com o trimestre de março a maio de 2026, e chegou a 5,8 milhões. Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior (6,1 milhões), houve queda de 4,9% (menos 300 mil pessoas).
O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 58,9% com aumento de 0,3% no trimestre (58,6%) e ficou estável no ano (58,8%).
A taxa composta de subutilização (13,1%) ficou estável frente ao trimestre anterior (13,3%) e teve queda de 1,0 p.p. no ano (14,1%). A população subutilizada (15,0 milhões) ficou estável no trimestre e recuou 6,5% no ano (menos 1,0 milhão de pessoas).
A população subocupada por insuficiência de horas (4,3 milhões) ficou estável no trimestre e recuou 6,2% no ano (menos 286 mil pessoas). A população fora da força de trabalho (66,4 milhões) ficou estável no trimestre e cresceu 0,9% frente ao mesmo trimestre do ano anterior (mais 561 mil pessoas).
A população desalentada (2,4 milhões) ficou estável no trimestre e registrou queda de 11,9% no ano (menos 317 mil pessoas). O percentual de desalentados (2,1%) ficou estável no trimestre e caiu 0,3 p.p. no ano (2,4%).
Em relação ao número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos), o resultado foi de 39,5 milhões, o maior contingente da série. Houve estabilidade no trimestre e no ano. O número de empregados sem carteira no setor privado (13,7 milhões) ficou estável no trimestre e no ano.
Já o número de trabalhadores por conta própria (26,1 milhões) ficou estável no trimestre e no ano. Também o número de trabalhadores domésticos (5,5 milhões) ficou estável no trimestre e no ano.
A taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada (ou 38,8 milhões de trabalhadores informais), contra 37,3% (ou 38,3 milhões) no trimestre encerrado em maio e 38,0% (ou 38,9 milhões) no trimestre de junho a agosto de 2025.
A Pnad Contínua mostrou ainda que o rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.777) ficou estável no trimestre e cresceu 3,7% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 385,6 bilhões) foi a maior da série, com crescimento de 1,4% no trimestre (mais R$ 5,2 bilhões) e de 4,8% (mais R$ 17,5 bilhões) no ano.
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