
A partir da redefinição desses novos parâmetros de diagnóstico, cardiologista da Afya Educação Médica Brasília explica o que muda e como proteger a saúde do coração.
Outubro de 2025 — A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) divulgou uma atualização inédita das diretrizes de hipertensão, que redefine os parâmetros para diagnóstico e prevenção da doença. A principal mudança é a reclassificação dos valores de pressão arterial considerados ideais. A partir de agora, a faixa de 12 por 8 (120/80 mmHg) passa a ser enquadrada como pré-hipertensão, um sinal de alerta que indica a necessidade de acompanhamento e mudanças no estilo de vida.
De acordo com a Dra. Rosangeles Konrad, professora de Cardiologia da Afya Educação Médica Brasília, a alteração não significa que pessoas com pressão de 12 por 8 devam iniciar tratamento medicamentoso, mas sim que devem redobrar a atenção aos hábitos de vida. “O valor de 12 por 8 continua sendo considerado normal e desejável em todas as diretrizes internacionais. O que as novas recomendações reforçam é que, quando o paciente se mantém próximo dos limites superiores, é hora de investir em mudanças de estilo de vida, alimentação equilibrada, redução do sal, atividade física, controle de peso e sono adequado. Esse é o momento ideal para prevenir a progressão silenciosa para a hipertensão estabelecida”, explica a médica.
As novas diretrizes priorizam a antecipação da intervenção preventiva, permitindo que profissionais de saúde identifiquem precocemente riscos cardiovasculares e orientem o paciente antes que ocorram lesões em órgãos vitais, como coração, cérebro e rins.
Segundo a especialista da Afya Brasília, a diretriz brasileira (SBC 2025) adotou o conceito de pré-hipertensão para valores entre 12 e 13,9 por 8 e 8,9 (120–139/80–89 mmHg), enquanto a americana (AHA/ACC 2025) mantém o diagnóstico de hipertensão estágio 1 a partir de 13 por 8 (130/80 mmHg) em pessoas com fatores de risco. “Historicamente, estudos clássicos como o Framingham Heart Study já mostravam que, a partir de 15 por 9 (150/90 mmHg), o risco de complicações cardiovasculares aumenta de forma expressiva. Hoje, sabemos que esse processo começa ainda antes, e por isso o acompanhamento precoce é tão importante”, destaca Dra. Rosangeles.
Medidas de prevenção eficazes
A médica ressalta que todas as diretrizes internacionais são unânimes ao recomendar que a prevenção comece cedo, mesmo em pessoas com pressão considerada normal.
Entre as principais medidas estão:Controle do peso corporal, já que pequenas reduções têm impacto positivo.
Redução do consumo de sal, fator crítico no Brasil.
Alimentação rica em frutas, verduras e leguminosas, fontes naturais de potássio e fibras.
Prática regular de atividade física, com pelo menos 150 minutos semanais.
Evitar tabagismo, excesso de álcool e privação de sono.
Essas ações não apenas reduzem a pressão arterial, mas também diminuem o risco de diabetes, doenças renais e eventos cardiovasculares.
A aferição regular da pressão arterial é outro pilar essencial das novas diretrizes. “As recomendações são de que a pressão deve ser medida em todas as consultas médicas e, em adultos saudáveis, pelo menos uma vez ao ano. Em pessoas com fatores de risco, o acompanhamento precisa ser mais frequente”, orienta a professora da Afya Brasília.
Exames complementares, como MAPA (monitorização ambulatorial de 24h) e MRPA (medida residencial da pressão arterial), ajudam a confirmar diagnósticos e evitam tanto o subdiagnóstico quanto o tratamento desnecessário. “Não se trata de alarmismo, mas de vigilância responsável. Monitorar regularmente a pressão é uma das formas mais simples e eficazes de evitar complicações graves, como infarto e AVC”, reforça.
Dra. Rosangeles reitera que a hipertensão é uma condição silenciosa, mas totalmente prevenível e controlável. “Sabemos, desde os estudos clássicos de Stamler e Framingham, que quanto mais alta a pressão, maior o risco de complicações, e que não existe um ponto absolutamente seguro. Medir corretamente, adotar hábitos saudáveis e acompanhar regularmente são atitudes que protegem o coração, o cérebro e os rins. Quanto mais cedo identificamos e agimos, maiores os benefícios para a saúde e a qualidade de vida.”
Sobre a Afya
A Afya, maior hub de educação e tecnologia para a prática médica no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de medicina, e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo "Valor Inovação" (2023) como a mais inovadora do Brasil, e "Valor 1000" (2021, 2023 e 2024) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio "Executivo de Valor" (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 - Saúde e Bem-Estar. Mais informações em http://www.afya.com.br e ir.afya.com.br.
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