Monique de Carvalho - SNB
O novo implante de retina, desenvolvido nos Estados Unidos, consegue devolver parte da visão de pacientes com cegueira total
- Foto: Science Corporation/Canva

Pela primeira vez, cientistas conseguiram devolver parte da visão a pessoas que viviam com cegueira causada por uma doença degenerativa da retina. O resultado foi alcançado com um implante eletrônico de retina que substitui as células destruídas pela degeneração macular, condição comum em idosos. O experimento, publicado no The New England Journal of Medicine, está sendo considerado um avanço histórico na oftalmologia.
A doença, conhecida como atrofia geográfica, ocorre quando as células responsáveis por captar luz no centro da retina morrem, deixando uma mancha escura no campo de visão. Com o tempo, os pacientes perdem a capacidade de ler, reconhecer rostos e se locomover com segurança, embora mantenham alguma visão periférica.
No novo estudo, 32 pessoas receberam o implante e, em 27 delas, houve melhora significativa. Ainda que a visão obtida seja limitada, em preto e branco e com alcance pequeno, os participantes conseguiram ler e identificar letras, algo que antes era impossível.
Tecnologia pioneira
O implante criado pelos pesquisadores é um chip minúsculo e extremamente fino, colocado diretamente na retina para substituir as células mortas. Ele funciona junto a uma câmera acoplada a um par de óculos especiais. Essa câmera capta as imagens do ambiente e as envia ao chip em forma de luz infravermelha.
Os sensores do implante transformam essa luz em sinais elétricos, que estimulam os neurônios ainda ativos da retina, permitindo que o cérebro volte a processar parte das imagens. Com o novo sistema, os pacientes recuperaram, em média, cinco linhas de visão nas tabelas oftalmológicas usadas em consultórios. Mais no sonoticiaboa
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