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quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Bebês livres do HIV: Brasil deve receber certificado da OMS

Rinaldo de Oliveira - SNB
O Brasil conseguiu eliminar a transmissão vertical e milhares de bebês nasceram livres do HIV. O país deve receber certificado da OMS
- Foto: ioan constantin/Pixabay
Um marco histórico. Milhares de bebês brasileiros nasceram livres do HIV e o Brasil deve receber ainda este ano o certificado de país que conseguiu eliminar a transmissão vertical da doença.

O pedido de certificação foi enviado em junho à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e à Organização Mundial da Saúde (OMS) e o reconhecimento oficial deve chegar em dezembro de 2025, após trâmites e análises.

“Falar de eliminação da transmissão vertical é falar de infância, de proteção e de esperança. Cada bebê que nasce livre do HIV é uma vitória coletiva. É a prova de que políticas públicas bem estruturadas salvam vidas e mudam destinos”, disse Pâmela Cristina Gaspar, coordenadora-geral de Vigilância das Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde.

Como tudo começou
Segundo Pâmela, o Brasil iniciou o processo em 2017, inspirado nas diretrizes internacionais da OPAS e da OMS:

“O país desenvolveu um modelo próprio, que começou certificando municípios com mais de 100 mil habitantes, depois ampliou para a sífilis e hepatite B e, recentemente, incorporou também a doença de Chagas e o HTLV.”

E o resultado chegou: “Hoje o Brasil tem mais de 150 municípios certificados e sete estados reconhecidos por eliminar ou reduzir drasticamente a transmissão vertical. Isso mostra que estamos no caminho certo”, afirmou a especialista.

Graças ao SUS
O sucesso do programa se deve a uma força-tarefa formada por profissionais do SUS de diferentes regiões do país.

São mais de 130 pessoas, entre técnicos, gestores, especialistas e voluntários.

“A eliminação da transmissão vertical só é possível porque existe uma rede sólida de profissionais na ponta nas maternidades, nos serviços de atenção primária, nas equipes de vigilância e nas gestões locais que acreditam nesse objetivo e trabalham todos os dias para garantir que nenhuma criança nasça com o vírus”, lembrou Pâmela.

“Não olha só para números”
Ela contou que o trabalho é minucioso com visitas e acompanhamento das famílias.

“É um trabalho que exige sensibilidade e rigor. Mais no sonoticiaboa

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