Paulinho da Força se reuniu com Michel Temer e Aécio Neves em São Paulo; presidente da Câmara participou de forma virtual
Aécio Neves, Paulinho da Força e Michel Temer reúnem-se em São Paulo para debater anistia | Reprodução/ @AecioNeves
Hariane Bittencourt - SBT

Após o encontro, Paulinho da Força pediu que o texto seja rebatizado de "PL da Dosimetria", indicando o que já era previsto: que seu relatório deve focar na redução do tamanho das penas impostas aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. E não em uma anistia ampla, geral e irrestrita.
"O Brasil não aguenta mais essa polarização de extrema direita com extrema esquerda. O Brasil precisa pensar no futuro", afirmou o relator, que já externou o desejo de se reunir também com governadores e com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Michel Temer, que já presidiu a Câmara, celebrou o encontro. "Eu chamo isso de momento histórico. É de comum acordo com o Supremo Tribunal Federal, com o Executivo numa espécie de pacto republicano especialmente com esta denominação de PL da Dosimetria, portanto de uma nova dosagem das penas", disse.
Paulinho da Força, oficializado ontem como o relator da anistia, pretende concluir o relatório para colocar o texto em votação já nas próximas semanas.
Ao lado dele, Aécio Neves, que também já presidiu a Câmara, defendeu a minimização dos conflitos com o Judiciário. "A anistia para tentativas de Abolir o Estado Democrático de Direito já foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. E como você disse, você não quer colocar o Congresso Nacional em confronto novamente com o Supremo Tribunal Federal", pontuou.
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