> TABOCAS NOTICIAS : Jovem que prestou 8 vezes o Enem, passa em Medicina e ajuda a comunidade

.

.

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Jovem que prestou 8 vezes o Enem, passa em Medicina e ajuda a comunidade

Monique de Carvalho - SNB
Matheus é um jovem quilombola que passou muitas dificuldades, mas hoje realiza o sonho de cursar Medicina e ajuda a comunidade onde cresceu  
Fotos: redes sociais
Foram oito tentativas, noites em claro e muitos obstáculos. Mas também fé, coragem e persistência. Essa é a história do jovem Matheus de Araújo Moreira Silva, de 28 anos, que saiu de uma comunidade quilombola em Antônio Cardoso, na Bahia, para realizar o grande sonho de estudar Medicina e hoje ajuda a comunidade onde cresceu.

Depois de anos de dedicação, Matheus conquistou a tão sonhada vaga e hoje cursa Medicina na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Além disso, compartilha a experiência para inspirar outros jovens que também querem vencer as barreiras da educação.

Nas redes sociais, onde reúne mais de 70 mil seguidores, Matheus divide a rotina de estudos, vitórias e aprendizados. Para ele, a conquista não é apenas individual: é uma forma de provar que a educação transforma vidas e pode mudar o destino de famílias inteiras.

Oito tentativas
A caminhada de Matheus começou ainda no Ensino Médio, que concluiu em 2013. Dois anos depois, foi aprovado em Enfermagem na UEFS, mas o sonho dele sempre foi Medicina. Foram anos de dedicação, até que na oitava vez em que prestou o Enem, conseguiu a aprovação.

Mesmo após entrar na universidade, precisou enfrentar novos desafios. Primeiro ingressou na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), mas, por questões de logística e para ficar mais próximo da família, transferiu-se para a UEFS, onde hoje está no quinto período do curso.

“Cada queda foi preparação para a vitória. Não importa quantas vezes a gente caia, mas quantas vezes decide levantar”, costuma dizer nas redes.

Estudo em condições difíceis
A rotina de preparação de Matheus nunca foi simples. Durante a pandemia, ele estudava na casa de uma amiga emprestada, sem energia elétrica nem internet. Mesmo assim, usava um celular simples e apostilas de colegas para seguir firme no objetivo.

“Estudava de segunda a domingo, das nove da manhã até às seis da tarde. Fazia as questões no celular e usava material emprestado. Foi o que me sustentou”, lembra.

O esforço chamou atenção de colegas e professores. Já na faculdade, chegou a ganhar um notebook graças a uma vaquinha organizada pela turma, que se sensibilizou com a história dele. Mais no sonoticiaboa

Nenhum comentário:

Postar um comentário