Meninas e jovens LGBTQIA+ apresentam maior sofrimento mental, indica estudo
Pesquisa australiana mostra que sintomas de depressão e ansiedade pioram ao longo dos anos escolares, afetando mais grupos vulneráveis.
Por Portal CINCO

Os dados indicam que quase três em cada dez adolescentes apresentaram sintomas de depressão ao final do ensino básico, com agravamento progressivo ao longo dos anos escolares. Entre os grupos analisados, jovens LGBTQIA+ tiveram os índices mais altos desde o início, seguidos por meninas que preferiram não declarar gênero e por meninas cisgênero. Meninos cisgênero registraram os menores níveis de sofrimento mental.
Segundo o psiquiatra Elton Kanomata, do Hospital Israelita Albert Einstein, a adolescência é um período crítico para o surgimento de transtornos mentais, marcado por mudanças físicas, hormonais e emocionais, somadas a fatores como bullying, pressão social, padrões estéticos, uso excessivo de redes sociais e, mais recentemente, o impacto da pandemia.
O estudo também aponta que a desigualdade socioeconômica agrava o cenário, especialmente entre meninas. Famílias com menor renda têm menos acesso a cuidados de saúde mental, alimentação saudável e ambientes seguros — fatores essenciais para o bem-estar emocional.
Especialistas defendem políticas públicas direcionadas, com foco em educação socioemocional nas escolas, combate ao bullying e ampliação do acesso a serviços de saúde mental, com atenção especial a meninas e jovens de gêneros diversos, garantindo que se sintam reconhecidos, protegidos e respeitados.
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