Rebeca Andrade se aposenta das competições na prova de solo para preservar a saúde
Maior medalhista olímpica do Brasil revela que dores e histórico de cirurgias no joelho motivaram decisão durante evento no Rio
Rebeca Andrade, maior medalhista olímpica da história do Brasil, com seis conquistas, sendo quatro nos Jogos de Paris, em 2024 (Foto: REUTERS/Hannah Mckay)
A ginasta Rebeca Andrade, maior medalhista olímpica da história do Brasil, anunciou nesta terça-feira (12) que não disputará mais provas de solo da ginástica artística.
A decisão foi anunciada durante sua participação na Rio Innovation Week, evento realizado no Pier Mauá, no Rio de Janeiro.
Segundo a atleta, a medida é necessária para preservar sua saúde física, especialmente após cinco cirurgias no joelho direito.
Rebeca explicou que o solo é o aparelho que mais causa impacto no corpo, e que, aos 26 anos, precisa respeitar seus limites para evitar novas lesões.
“Eu sei que vocês amam quando eu faço solo, mas ainda posso mostrar muito nos outros aparelhos”, afirmou a ginasta, que tem um histórico de três cirurgias no mesmo joelho decorrentes de uma lesão no ligamento cruzado anterior (LCA) sofrida em 2015.
A trajetória de Rebeca é marcada por superação. Após a primeira cirurgia em 2015, ela passou por procedimentos adicionais em 2017 e 2019, este último às vésperas do Pan de Lima.
Mesmo com as dificuldades, a atleta faturou, em Tóquio 2020, prata no individual geral e ouro no salto, e brilhou nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, onde conquistou quatro medalhas, incluindo o ouro na final do solo, que agora deixa de competir.
Com um total de seis medalhas olímpicas, Rebeca superou nomes históricos do esporte brasileiro, como Robert Scheidt e Torben Grael.
Além do ouro no solo em Paris, ela conquistou prata no individual geral e no salto, além do bronze por equipes.

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