País segue em 4º lugar no ranking mundial; fiscalização é defendida como essencial
Foto: Divulgação/ assessoria

Os números fazem parte do Radar SIT, painel de monitoramento que acompanha as notificações de Comunicação de Acidentes de Trabalho (CAT) em todo o país. Entre janeiro e junho deste ano, foram mais de 400 mil CATs emitidas, evidenciando também um alto número de lesões e adoecimentos relacionados às condições de trabalho.
Para o presidente do SINAIT DS/BA, auditor-fiscal do trabalho Diego Leal, os dados reforçam a urgência da valorização da fiscalização e da prevenção.
“Não estamos falando de números, mas de vidas interrompidas, famílias destruídas e profissionais que saíram para trabalhar e não voltaram para casa. A Auditoria-Fiscal do Trabalho tem papel fundamental na prevenção desses acidentes, mas precisa de estrutura, condições e efetivo para agir com amplitude e profundidade”, afirmou.
“É preciso que empresas, governos e sociedade compreendam a gravidade da situação. A prevenção de acidentes não pode ser vista como gasto, mas como investimento em dignidade, segurança e produtividade. Onde há auditoria, há prevenção”, acrescentou.
Os setores mais afetados são a construção civil, o meio rural e o transporte, historicamente marcados por condições precárias e alta exposição ao risco. O cenário é agravado pela informalidade, subnotificação e falta de políticas mais rígidas de proteção ao trabalhador.
O SINAIT reforça seu compromisso com a defesa da vida e da dignidade no ambiente de trabalho e lembra que a fiscalização não é apenas punitiva, mas também educativa e necessária.
“Só haverá mudança real quando o trabalho seguro deixar de ser exceção e passar a ser a regra”, concluiu Diego Leal.
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