Termo se tornou assunto nas redes sociais e no Congresso Nacional após vídeo de influenciador no YouTube
Marina Toledo, da CNN
Foto genérica de uma menina usando o computador • Getty Images

O termo "adultização" se tornou centro de discussão nas redes sociais e no Congresso Nacional nos últimos dias. Isso após o youtuber Felca fazer um vídeo sobre o assunto e denunciar o influenciador Hytalo Santos de exploração sexual de menores de idade em conteúdos na internet.
A adultização infantil se refere à exposição precoce de crianças a comportamentos, responsabilidades e expectativas que deveriam ser reservadas aos adulto, segundo a Fundação Abrinq.
A psicanalista e educadora sexual Marcella Jardim pontuou os sinais mais comuns de que uma criança está sendo adultizada. Veja abaixo.Uso de roupas e maquiagens sexualizadas de forma precoce;
Reproduzir falas, gestos e coreografias de teor erótico;
Ter acesso livre a músicas, vídeos e influenciadores com conteúdo sexualizado;
E pressão para “parecer mais velho” a fim de ser aceito socialmente.
Qual o impacto da "adultização" na vida de uma criança?
Os impactos da adultização infantil podem ser profundos e duradouros, observou a Fundação Abrinq. Crianças que passam por esse processo precocemente podem desenvolver problemas emocionais e psicológicos, como ansiedade e depressão, além de apresentarem dificuldades na socialização e na formação de uma identidade própria.
Ainda de acordo com a associação, esse fenômeno compromete a construção saudável da autoestima e da autopercepção, além de tornar meninos e meninas mais vulneráveis a situações de exploração.
Qual a denúncia de Felca?
Em um vídeo publicado no YouTube, Felca aborda o tema da adultização de crianças, citando “coachs mirins”, adolescentes e até crianças que falam sobre investimentos na internet. Em um dos trechos exibidos, um jovem afirma que a escola “atrapalhava o desenvolvimento” dele.
Nos momentos iniciais, o youtuber alterna entre ironia e seriedade, mantendo o tom característico de seu canal, mas direcionando críticas aos pais e responsáveis. Ele avisa que o conteúdo se tornaria “mais sério” conforme avançasse. Veja tudo no cnnbrasil
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