Atualmente, país importa cerca de US$ 9 bi em insumos para a área da saúde, sendo quase US$ 2 bi provenientes dos Estados Unidos
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Atualmente, o Brasil importa cerca de US$ 9 bilhões em insumos para a área da saúde, sendo quase US$ 2 bilhões provenientes dos Estados Unidos. Esses materiais abastecem, em grande parte, a rede pública, incluindo hospitais estaduais, Santas Casas e unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). A alta dos preços pode comprometer o atendimento, provocar atrasos em cirurgias e dificultar o acesso a itens básicos, como medicamentos, próteses, equipamentos de diagnóstico e materiais hospitalares.
A preocupação foi reforçada em reportagem da CNN, que aponta que a substituição dos fornecedores norte-americanos não será imediata. De acordo com especialistas consultados pela emissora, a busca por alternativas pode levar até dois anos, por conta da burocracia envolvida no registro de novos produtos na Anvisa, além de processos de validação clínica, certificações em laboratórios e treinamentos técnicos para os profissionais que operam os equipamentos.
O cenário coloca pressão sobre o governo brasileiro, que deve avaliar os custos econômicos e políticos de uma possível retaliação comercial. Por outro lado, setores ligados à indústria nacional de saúde também temem um colapso no abastecimento, uma vez que muitos componentes e tecnologias utilizadas por fabricantes brasileiros dependem de peças ou insumos dos EUA.
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