Foto: Reprodução/Metrópoles
A condenação de Delgatti foi proferida em maio pela Primeira Turma do STF, que também sentenciou a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) a 10 anos de prisão por participação no mesmo esquema. Desde então, Zambelli é considerada foragida. De acordo com a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), ela teria coordenado a invasão com objetivos políticos, enquanto Delgatti executou tecnicamente o ataque.
As investigações da Ação Penal 2428 apontam que os dois acessaram ilegalmente seis sistemas do Judiciário em 13 ocasiões distintas, entre agosto de 2022 e janeiro de 2023. Durante as invasões, teriam inserido 16 documentos falsos, incluindo um mandado de prisão contra o próprio ministro Alexandre de Moraes e ordens de quebra de sigilo bancário e bloqueio de bens dele.
A PGR acusa os réus de tentativa de manipular dados oficiais para enfraquecer a credibilidade do Poder Judiciário e obter vantagens políticas. O Ministério Público afirma que Zambelli ofereceu a Delgatti uma contratação formal em seu gabinete como pagamento pelo serviço criminoso. Ambos negam as acusações e ainda podem recorrer das decisões.
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