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sábado, 12 de julho de 2025

Crystal Palace é excluído da Europa League por violar regras de multipropriedade da UEFA

Apesar de conquistar a FA Cup, o Palace não poderá participar da Europa League devido a vínculos com o Lyon e John Textor
Por Redação Galáticos Online
A UEFA anunciou nesta sexta-feira (11) que o Crystal Palace está fora da próxima edição da Europa League, apesar de ter garantido vaga ao conquistar a Copa da Inglaterra (FA Cup). O clube inglês foi punido por violar as regras de multipropriedade da entidade, que proíbem a participação de equipes com o mesmo dono ou ex-proprietário em uma mesma competição continental durante a mesma temporada.

Com a decisão, o Palace será rebaixado para a UEFA Conference League, torneio de terceiro escalão europeu. A vaga deixada na Europa League deverá ser ocupada pelo Nottingham Forest, sétimo colocado na Premier League 2024/25. O Aston Villa, sexto colocado, já havia garantido uma das duas vagas destinadas à Inglaterra.

Segundo comunicado da UEFA, o Crystal Palace ainda pode recorrer da decisão ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), conforme previsto nos artigos 62 e 63 dos estatutos da entidade.

A punição está relacionada ao vínculo anterior entre o Crystal Palace e o Lyon, da França, ambos ligados até recentemente ao grupo Eagle Football, comandado pelo empresário norte-americano John Textor. Apesar de Textor ter vendido todas as ações do Palace no dia 22 de junho ao proprietário do New York Jets, da NFL, a UEFA considerou a operação tardia demais, uma vez que a temporada 2024/25 já havia sido encerrada.

De acordo com o regulamento da UEFA, clubes com o mesmo proprietário — ou que tenham compartilhado o mesmo controle durante a temporada — não podem disputar simultaneamente as competições continentais. O Crystal Palace alegou que John Textor já não exercia influência na administração do clube, mas a defesa foi rejeitada.

Curiosamente, o Lyon, também envolvido na situação, foi liberado para disputar a Europa League após ter seu recurso aceito junto à federação francesa, que evitou seu rebaixamento administrativo. O clube terminou a Ligue 1 em sexto lugar, o que lhe garantiu prioridade sobre o Crystal Palace, que encerrou a Premier League em 12º. A UEFA justificou que, em casos de conflito, o critério de desempate é a classificação final nas ligas nacionais, e não a conquista de copas domésticas.

A exclusão do Palace gerou controvérsia, especialmente por conta da vaga conquistada em campo. No entanto, a decisão reforça a postura da UEFA em relação ao rigor das normas de integridade e propriedade de clubes, visando evitar possíveis conflitos de interesse nas competições europeias.

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