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sábado, 19 de julho de 2025

Caso Bernardo: Justiça aumenta penas do pai e madrasta

Bernardo desapareceu em 4 de abril de 2014, em Três Passos, e seu corpo foi encontrado 10 dias depois, enterrado em Frederico Westphalen
Três Passos, RS – A Justiça aumentou as penas de Leandro Boldrini e Graciele Ugulini, pai e madrasta de Bernardo Uglione Boldrini, pelos crimes de tortura e abandono material contra o menino, que morreu em 2014, aos 11 anos.  Fonte: GZH

Leandro e Graciele foram condenados a 13 anos e 15 dias de reclusão por tortura (regime fechado) e a quatro anos, nove meses e 15 dias de detenção por abandono material (regime semiaberto). Anteriormente, as penas para esses crimes eram menores.

Uma multa equivalente a 10 vezes o maior salário mínimo da época também foi imposta. O crime de submissão a vexame e constrangimento foi extinto por prescrição.

O desembargador João Pedro de Freitas Xavier, relator da apelação, destacou que a família falhou em proteger Bernardo, expondo-o a “intenso sofrimento físico e mental”.

O que diz a defesa
A defesa de Leandro Boldrini informou que está analisando o acórdão para avaliar possíveis recursos. A defesa de Graciele Ugulini ainda não se manifestou.

Relembre o caso Bernardo
Bernardo desapareceu em 4 de abril de 2014, em Três Passos, e seu corpo foi encontrado 10 dias depois, enterrado em Frederico Westphalen.

Em 2019, quatro pessoas foram condenadas: Leandro Boldrini (pai), Graciele Ugulini (madrasta), Edelvânia Wirganovicz e Evandro Wirganovicz.

O julgamento de Leandro foi anulado, e ele foi condenado novamente em 2023. Atualmente, ele e Graciele cumprem pena em regime semiaberto. Edelvânia foi encontrada morta na prisão em abril de 2025. Evandro teve a pena extinta em janeiro de 2024.

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