sexta-feira, 21 de julho de 2017

Paraguaias eram mantidas como escravas sexuais no RJ

Adolescentes paraguaias eram mantidas como escravas sexuais na Baixada Fluminense
Giovani Lettiere*Colaboração para o UOL, no Rio
Getty Images/iStockphoto
A paraguaia Mercedes Lopez, 38, o marido dela, o brasileiro Rodrigo Araújo, 39, o irmão dele, Deniel Araújo, 28, e Éder Carvalho, 35, foram presos nesta quinta-feira (20) em Belford Roxo, Baixada Fluminense, na Operação Coiote, que desmantelou organização criminosa que explorava duas adolescentes paraguaias.

As duas adolescentes, uma de 16 anos e outra de 17, deixaram o interior do Paraguai com a promessa de uma vida melhor na Baixada Fluminense.

"Elas entraram legalmente no Brasil com documentos de que a Mercedes seria madrinha delas. Mas chegaram aqui e encontraram condições subumanas de vida com cárcere privado e foram vítimas de exploração sexual, sendo obrigadas a fazer sexo com a indiciada, o marido dela, o irmão do marido e um vizinho", afirmou Tatiana Queiroz, da Deam (Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher) de Belford Roxo.

Além de serem obrigadas a manter relações sexuais, as duas trabalhavam --sem receber salário-- cuidando de crianças carentes numa creche informal que funcionava dentro da casa de Mercedes, no bairro Parque Esperança. "A segunda vítima, de 16 anos, garantiu que os donos da casa não abusaram das crianças, mas vamos investigar", disse a delegada.

A vítima mais nova chegou a ficar grávida de Deniel, mas fez um aborto. "Ela chegou a vir na delegacia numa noite em junho junto com seu opressor, o Rodrigo, para registrar o crime de estupro por uma terceira pessoa, provavelmente para pegar o Registro de Ocorrência para fazer o aborto. Felizmente ela conseguiu fugir no dia seguinte e só então contou toda a verdade", relata Tatiana. Leia tudo em https://noticias.bol.uol.com.br

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