quinta-feira, 13 de julho de 2017

Lula diz que sentença fecha 'golpe' e que ficaria mais feliz se condenado por prova

Foto: Reprodução / Facebook
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou em entrevista coletiva nesta quinta-feira (13) sobre a condenação que recebeu de 9 anos e meio de prisão por corrupção passiva emitida pelo juiz federal Sérgio Moro (clique aqui). Ladeado pela presidente nacional do partido, a senadora Gleisi Hoffmann, e pelo escritor Raduan Nassar, o petista destacou ver caráter político na sentença e anunciou que sua defesa irá recorrer. “Quando o processo foi aceito eu falei: ‘olha, sempre tive consciência que o golpe não fechava. Se o Lula pudesse ser candidato, o golpe não fechava”. Ele citou a determinação, na ordem judicial, de que ele passe 19 anos sem exercer cargos políticos. “Permitindo que eu possa ser candidato em 2036”, ironizou. Em outro momento, declarou: “Sinto que há uma tentativa de me tirar do jogo politico”. Ao final do pronunciamento, que foi transmitido ao vivo em sua página do Facebook, Lula anunciou quer reivindicaria do PT ser o postulante a Presidência da República em 2018 – destacando que brigaria por apoio a sua candidatura dentro do partido. Sem mencionar nominalmente o presidente Michel Temer, ele afirmou ainda que defende sua saída do cargo, mas não “para achar um melhor”. “O melhor só a eleição pode achar. O povo será responsável pelos acertos e pelos erros”. Lula também se defendeu das acusações e voltou a dizer que não é proprietário do tríplex do Guarujá e fez um apelo para que, caso haja alguém que possa incriminá-lo, que apresente as provas à Justiça. “Ficaria mais feliz se fosse condenado por base numa prova, se eles me desmascarassem”. O ex-presidente também citou o empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, com quem admitiu ter tido “muita amizade”. Ele atribui a mudança de posição do executivo a pressões para que o delatassem, sugerindo que isso reduziria sua condenação – Pinheiro foi sentenciado a 23 anos de prisão. Por fim, Lula fez menção direta ao juiz Sérgio Moro, mas afirmou que ele não devia satisfações a ele. "O Moro não tem que prestar contas a mim, deve prestar contas à história. Como eu devo prestar contas a história. A história é quem vai dizer quem está certo e quem está errado", pontuou. Em momento anterior, alfinetou o magistrado pelo que vê como ausência de provas contra ele. "Quase 300 páginas para não dizer absolutamente nada de prova". BN

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