Ex-governador voltou a ficar elegível após mudanças na Lei da Ficha Limpa; norma segue em vigor, mas é alvo de julgamento no STF
Anita Prado*sbt
Convenção do PSD em Brasília oficializa candidatura de José Roberto Arruda ao governo do DF | Anita Prado

Arruda volta a disputar o Palácio do Buriti 16 anos após ser preso durante o mandato de governador e ter o mandato cassado no escândalo que ficou conhecido como Mensalão do DEM. Em discurso, afirmou ter superado o passado e disse que se perdoou pelos erros que cometeu.
“Eu me perdoei. Eu cometi um erro. Eu sofri muito. Deus me fez forte e eu tenho couro grosso. Eu resisti. E, se Deus está me dando a oportunidade de voltar, eu acho que eu volto um pouquinho melhor do que eu era”, afirmou.
O ex-governador voltou a ficar elegível após a entrada em vigor da Lei Complementar 219/2025, que alterou a forma de contagem dos prazos de inelegibilidade previstos na Lei da Ficha Limpa e antecipou o retorno de políticos condenados às disputas eleitorais.
Questionado pelo SBT News sobre a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal reverter as mudanças antes das eleições, Arruda afirmou acreditar que isso não ocorrerá.
“A lei vigente me deixou elegível. Eu não acredito que, a 60 dias da eleição, vai haver uma interferência para mudar a lei vigente. Eu não acredito, mas não sou advogado”, disse.
As alterações na Lei da Ficha Limpa são alvo de ações de inconstitucionalidade no STF. O julgamento foi interrompido após um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes e deve ser retomado no fim de setembro. Até que o Supremo conclua a análise, a Lei Complementar 219/2025 permanece em vigor.
A análise sobre a condição de elegibilidade dos candidatos é feita pela Justiça Eleitoral, que tem até 14 de setembro para homologar as candidaturas.
Durante a convenção, Arruda também afirmou que a definição do candidato a vice-governador deve ocorrer até 15 de agosto, prazo previsto pela legislação eleitoral para o registro da chapa majoritária.
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