Organização Mundial da Saúde (OMS) chama atenção para uma doença que continua sendo a principal causa de morte por câncer no planeta

Neste 1º de agosto, quando é celebrado o Dia Mundial do Câncer de Pulmão, o alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) chama atenção para uma doença que continua sendo a principal causa de morte por câncer no planeta. Tosse persistente está entre um dos sintomas da doença.
Somente em 2024, foram registrados cerca de 2,6 milhões de novos casos e 1,86 milhão de mortes em decorrência da enfermidade, segundo dados mais recentes da entidade.
O câncer de pulmão ocorre quando células anormais passam a crescer de forma descontrolada nos pulmões, podendo invadir tecidos próximos e se espalhar para outras partes do corpo. De acordo com a OMS, existem dois principais tipos da doença: o câncer de pulmão de não pequenas células, que representa cerca de 85% dos casos, e o câncer de pequenas células, considerado mais agressivo.
A Organização Mundial da Saúde destaca que o tabagismo continua sendo o principal fator de risco para o desenvolvimento da doença, respondendo por aproximadamente 60% a 70% dos casos. Além disso, a exposição ao fumo passivo, à poluição do ar e a agentes cancerígenos presentes em alguns ambientes de trabalho, como o amianto, também contribuem para o surgimento do câncer.
Principais sintomas sintomas

Um dos maiores desafios é que a doença costuma apresentar poucos sinais nas fases iniciais. Por isso, muitos pacientes recebem o diagnóstico apenas quando o câncer já está em estágio avançado.
Entre os principais sintomas estão:
Tosse persistente ou que piora com o tempo;
Dor no peito;
Falta de ar;
Tosse com sangue;
Rouquidão;
Perda de peso sem causa aparente;
Fadiga constante;
Infecções respiratórias frequentes, como pneumonia e bronquite.
Diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento
Segundo a OMS, identificar o câncer de pulmão precocemente é um dos fatores mais importantes para aumentar as chances de sucesso do tratamento. Para pessoas com alto risco — especialmente fumantes e ex-fumantes —, programas de rastreamento podem permitir o diagnóstico antes do aparecimento dos sintomas.
O tratamento varia conforme o tipo e o estágio da doença e pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapias-alvo e imunoterapia.
Prevenção contra o câncer de pulmão
A OMS reforça que a prevenção é a forma mais eficaz de reduzir a incidência do câncer de pulmão. Entre as principais recomendações estão não fumar, evitar a exposição ao fumo passivo, reduzir o contato com a poluição do ar e com substâncias cancerígenas no ambiente de trabalho, além de fortalecer políticas públicas de controle do tabagismo.
A entidade estima que mais de 1,8 milhão de casos da doença poderiam ser evitados, principalmente por meio da redução do consumo de tabaco e da diminuição da exposição aos fatores de risco.
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