Criadouro envolvido em projeto de conservação da espécie, ameaçada de extinção, foi multado em R$ 1,8 milhão pelo ICMBio
De acordo com autoridades brasileiras, ararinhas-azuis não tinham autorização para ir para zoológico na Índia | REUTERS/Carla Carniel
Emanuelle Menezes
O instituto também informou que multou em R$ 1,8 milhão o criadouro responsável pelo manejo das aves, em Curaçá (BA), por falhas em protocolos de biossegurança (entenda mais abaixo).
O circovírus, originário da Austrália, provoca perda de penas, deformidades no bico e é fatal na maior parte dos caos. Embora não infecte humanos, representa risco elevado para araras, papagaios e periquitos. As ararinhas haviam sido repatriadas da Europa, adaptadas em cativeiro e depois soltas em 2022 como parte do programa de reintrodução da espécie – considerada extinta na natureza entre 2000 e 2020.
Ararinhas-azuis foram soltas depois de 20 anos da extinção | Divulgação/ACTP

Segundo o ICMBio, técnicos seguem investigando como o vírus chegou às aves soltas na Caatinga. O próximo passo será isolar animais infectados dos não infectados e reforçar medidas de biossegurança nos viveiros e estruturas usadas no manejo da espécie.
As recapturas começaram depois que uma ararinha apresentou sintomas e testou positivo, em maio deste ano, desencadeando uma operação emergencial para evitar a disseminação do vírus entre outras aves. Tudo no sbtnews
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