Por Júlia Moura e Ana Paula Branco | Folhapress
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Agora, o fundo poderá ser utilizado para amortização, compra ou abatimento de parcelas em todos os contratos de financiamento imobiliário, independentemente da data de assinatura, desde que o valor do imóvel esteja dentro do novo teto de R$ 2,25 milhões.
Segundo Inês da Silva Magalhães, vice-presidente de Habitação da Caixa, o banco estatal tem 52 mil contratos ativos desde 2021 de imóveis avaliados na faixa de R$ 1,5 milhão (teto antigo) e R$ 2,25 milhões.
Porém, para o cliente utilizar seu saldo do FGTS no financiamento, ele precisará atualizar o valor do imóvel, para ver se ele se encaixa na faixa beneficiada atualmente.
A aprovação do conselho curador acaba com o limbo regulatório aberto desde 10 de outubro de 2025, quando o governo elevou o teto do SFH (Sistema Financeiro da Habitação) de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões. Na ocasião, contratos assinados entre 12 de junho de 2021 e 9 de outubro de 2025 ficaram de fora da atualização, sendo impedidos de usar o FGTS caso o imóvel ultrapassasse o limite antigo. A exclusão mobilizou bancos e incorporadoras, que pressionaram o governo pela correção da regra, como mostrou a Folha de S.Paulo.
A expectativa da Caixa é que a autorização do fundo para amortizar o financiamento imobiliário libere mais recursos do banco para a concessão de novos empréstimos, ampliando a concessão.
Segundo Marcos Brasiliano Rosa, o vice-presidente de Finanças e Controladoria da Caixa, antes mesmo da mudança a instituição já observava uma aceleração na amortização desses contratos.
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