Por Marcos Mazullo - Mentor e Psicoterapeuta – CRT 46479
Mas talvez ainda não tenha percebido: o que realmente ensina não é o seu sacrifício.
É a sua coragem de mudar.
A geração que mais se doa é também a que mais se perde.
Pais e mães que carregam o peso do mundo nos ombros acreditando que amor é sinônimo de renúncia.
Renunciam ao descanso, à alegria, aos próprios sonhos — tudo em nome do que chamam de amor.
Mas o sacrifício constante não ensina amor.
Ensina culpa.
Ensina escassez.
Ensina que felicidade é algo que só se conquista depois de sofrer o suficiente.
E, sem perceber, você passa para os seus filhos a mesma lógica que um dia te aprisionou:
“Para ser amado, preciso me anular.”
Seus filhos não precisam de um herói que aguenta tudo.
Eles aprendem mais quando veem você se reinventando, mesmo com medo.
Quando percebem que você teve coragem de mudar de caminho, de pedir ajuda, de se colocar em primeiro lugar — não por egoísmo, mas por amor próprio.
Eles crescem entendendo que o amor saudável não exige exaustão.
Que cuidar de si não é abandono, é ensinamento.
E que coragem não é carregar o mundo, é escolher o que realmente importa.
O exemplo que transforma não é o do pai ou da mãe que nunca caem.
É o daquele que cai, mas levanta diferente.
Que mostra, na prática, que mudar é possível, que recomeçar é força, e que o amor floresce quando nasce de dentro pra fora.
Você não precisa provar amor se destruindo.
Você o prova quando tem coragem de ser alguém melhor — não apenas por eles, mas também por você.
👉 Se esse texto falou com você, compartilhe com alguém que ainda confunde sacrifício com amor.
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