O gesto de confiança entre dono e clientes virou exemplo de honestidade

O proprietário, Silvestre Utzig, contou que o prejuízo poderia chegar a 12 mil, mas preferiu confiar. “A gente acredita no ser humano. Não tinha outra explicação. Era confiar”, disse.
Silvestre Utzig é proprietário do estabelecimento

“Reter o pessoal não era uma alternativa. A gente confiou que pagariam”, contou Ana Júlia. Ela também relatou a preocupação com o conforto dos clientes, já que o calor e a falta de ventilação dificultaram o atendimento.
O apagão começou por volta das 11h45, quando cerca de 80 pessoas já almoçavam. A falta de energia afetou equipamentos essenciais, como a churrasqueira rotativa e a fritadeira elétrica, e a equipe precisou improvisar para seguir atendendo.
Entre os clientes estava Marcelo Brigido, presidente de um grupo de motociclistas que confraternizava no local. Ele ajudou a organizar os pagamentos. “Conversei com os proprietários e sugeri que anotassem os nomes e passassem o PIX. Garantimos que todos iriam pagar”, relatou.
Marcelo disse que o grupo se comprometeu a quitar as contas caso alguém não o fizesse. “Fui mesa por mesa e todos concordaram. Vimos o esforço da equipe em continuar servindo, mesmo sem energia. Foi um exemplo de respeito e confiança”, destacou.
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