Pesquisa detalha que 4.451 das vítimas eram menores de 18 anos, a maioria do sexo masculino
Foto: Reprodução/ Twitter

O relatório foi divulgado dias após o Papa Leão XIV se reunir, pela primeira vez, com vítimas de abusos sexuais cometidos pelo clero. De acordo com o levantamento, existem 1.250 casos suspeitos de abuso, muitos envolvendo múltiplas vítimas. Mais de 1.100 padres estão entre os acusados — além de freiras, professores de religião, voluntários e educadores ligados à Igreja.
No total, segundo a Reuters, 4.625 vítimas foram identificadas, das quais 4.395 teriam sido abusadas por sacerdotes.
A contagem, embora não oficial, foi elaborada com base nos relatos de sobreviventes, dados judiciais e reportagens da imprensa, informou o fundador do grupo, Francesco Zanardi. A associação, no entanto, não especificou o período exato em que os abusos ocorreram.
Ainda segundo o grupo, 4.451 das vítimas eram menores de 18 anos, e a maioria (4.108) era do sexo masculino. Entre as vítimas, também há cinco freiras, 156 adultos vulneráveis e 11 pessoas com deficiência.
Apenas 76 e 1.106 padres acusados foram submetidos a julgamento e, desses, 17 foram suspensos temporariamente, sete transferidos para outras paróquias e 18 destituídos ou renunciaram ao sacerdócio. Cinco dos suspeitos morreram por suicídio, informou a associação.
Durante o encontro com as vítimas, Leão XIV pediu aos bispos mais jovens que “não escondam alegações de má conduta”. O posicionamento dá continuidade às ações do Papa Francisco, que defendia o combate aos abusos dentro da Igreja como uma das principais bandeiras de seu pontificado, que durou 12 anos. Os resultados, no entanto, foram considerados limitados.
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