Com problemas ofensivos e dificuldades na liderança técnica, a seleção italiana luta para se manter nas Eliminatórias para 2026 e busca recuperar seu prestígio internacional
Por Redação Galáticos Online

As dificuldades da Itália têm raízes profundas. Desde a década de 2010, a implementação do Fair Play Financeiro da UEFA prejudicou clubes tradicionais como Milan, Inter e Juventus, reduzindo sua competitividade na Europa. Paralelamente, a seleção não consegue avançar além da fase de grupos de um Mundial desde 2006.
Um dos principais problemas é a escassez de atacantes de alto nível. Enquanto o país continua produzindo goleiros e defensores de destaque, como Buffon, Donnarumma, Bonucci e Chiellini, nomes ofensivos de destaque não surgem. Atualmente, o ataque italiano é liderado por Moise Kean e pelo argentino naturalizado Mateo Retegui, recém-contratado pelo Al-Qadsiah, da Arábia Saudita.
A situação é delicada: apenas uma vaga direta está disponível por grupo para a Copa do Mundo de 2026. Apesar da vitória recente por 5 a 0 sobre a Estônia, a Itália permanece atrás da Noruega, que lidera com 15 pontos, enquanto a Azzurra soma 9.
A instabilidade também se reflete na comissão técnica. Em junho de 2025, Luciano Spalletti renunciou ao cargo após derrota por 3 a 0 para a Noruega, reconhecendo a crise na seleção. O experiente Claudio Ranieri chegou a ser convidado, mas recusou o comando, mostrando a dificuldade em encontrar um substituto à altura.
Com confrontos decisivos pela frente, a Itália precisa equilibrar suas deficiências ofensivas, consolidar a liderança técnica e recuperar a confiança para evitar mais um fracasso histórico no futebol mundial.
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