Criminoso se passou por delegado
— Foto: Reprodução/TV Bahia

Bastaram poucas conversas pelas redes sociais até que esse homem, que prefere não se identificar, fosse vitima do golpe.
“Eu cheguei a clicar em um link que tinha um número de uma determinada pessoa e esse número me direcionou para um segundo numero. No dia seguinte, esse segundo número entrou em contato comigo, falando que eu bonito e acabou mandando um nudes para mim”, disse o delegado.
“Eu retribuí essa nude. Não era menor de idade, as fotos e as informações batiam”.
Logo da troca de mensagens, a vitima foi surpreendida por ligações de falsos policiais. Era o inicio das ameaças e chantagens que acabaram em extorsão.
— Foto: Reprodução/TV Bahia

Os criminosos ainda fizeram vídeo chamadas para intimidar ainda mais a vítima.
“Um segundo delegado fez uma chamada de vídeo com banner da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, distintivo e eles possuíam todos os meus dados. Isso foi o que fez com que eu acreditasse no que estava acontecendo”.
“É uma situação que a pessoa pode cometer uma loucura e tirar a própria vida. É uma coisa muito grave”.
Os criminosos agem em várias regiões do país e têm usado informações e dados relacionados a policia civil para aplicar o golpe. É o que conta o diretor do Departamento Repressão a Crimes Cibernéticos do Rio Grande do Sul.
“O crime cibernético é sem fronteiras. O autor reside em uma unidade federativa, mas as vítimas são espalhadas por todo o Brasil”, explicou o diretor do Departamento de Repressão a Crimes Cibernéticos do Rio Grande do Sul, Eibert Moreira.
Segundo a polícia, os criminosos agem da seguinte forma:
O golpe começa por aplicativos de mensagem ou redes sociais, geralmente com perfis falsos.
No inicio, há troca de mensagens que parecem normais, mas evoluem para o envio de vídeos íntimos.
Logo depois, começam as ligações de supostos delegados ou autoridades policiais, alegando que a vítima trocou mensagens com uma pessoa menor de idade.
Sob forte pressão psicológica, os golpistas exigem pagamentos imediatos via PIX para “encerrar o caso” ou “abafar o processo”.
As extorsões continuam até que a vítima desconfie ou registre boletim de ocorrência.
O delegado Eibert Moreira reforça que a polícia não faz esse tipo de abordagem e explica como a vítima deve agir.
“Se você tiver a certeza que foi vítima de um golpe como esse e efetuou o pagamento via PIX, você pode se valer do MED, que é o Mecanismo Eletrônico de Devolução, para que o seu banco faça o bloqueio dos valores no banco destinatário”.
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