Golpistas usam gravações curtas para validar números e criar fraudes sofisticadas
Edgar Luz - bahia.ba/brasil
Foto: Ilustrativa/Shutterstock

Segundo a Polícia Civil de São Paulo, o golpe começa com uma ligação de número desconhecido. Ao atender e dizer algo como “alô?”, o som é gravado para confirmar que a linha está ativa e pertence a uma pessoa real. Essas informações são vendidas em bancos de dados clandestinos e podem servir de base para golpes mais elaborados, como phishing, roubo de identidade e até clonagem de voz por IA.
Com apenas alguns segundos de áudio, criminosos conseguem treinar sistemas de inteligência artificial para recriar a voz da vítima, imitando tom, ritmo e até expressões emocionais. Assim, passam a ligar para familiares ou bancos, simulando pedidos de ajuda ou autorizações financeiras falsas.
Autoridades recomendam medidas simples, mas eficazes, como evitar atender números desconhecidos. Se atender e ninguém responder, desligue imediatamente. Outra dica é não dizer “sim” nem confirmar dados pessoais. Essas respostas podem ser gravadas e usadas de forma fraudulenta.
Você pode também ativar o bloqueio de chamadas desconhecidas no celular, além de nunca fornecer informações bancárias ou senhas por telefone.
Criar uma palavra-chave com familiares, para confirmar a identidade em situações suspeitas, também pode ser uma alternativa. E o mais importante é denunciar números fraudulentos às operadoras e à polícia.
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