Pacientes com Lupus agora podem ter acesso a tratamento também pelo plano de saúde
Foto: Gov.br

Com a decisão, os pacientes que convivem com a doença terão acesso a opções mais modernas e eficazes de tratamento, sem depender apenas da terapia padrão. Para muitos, isso significa não apenas controlar os sintomas, mas também recuperar qualidade de vida e esperança.
Os medicamentos aprovados — anifrolumabe e belimumabe — são recomendados para pacientes adultos com lúpus eritematoso sistêmico, especialmente aqueles que sofrem com crises recorrentes, mesmo em uso de tratamentos convencionais.
Um avanço
O lúpus é uma doença autoimune, crônica e sem cura, que provoca inflamações capazes de atingir órgãos e tecidos. Quando não controlada, pode gerar afastamentos frequentes das atividades cotidianas, dores intensas e até isolamento social.
Até então, as opções de tratamento disponíveis pelo plano de saúde eram limitadas. Embora o belimumabe já estivesse na lista da ANS desde 2024, seu uso era restrito a casos de nefrite lúpica, uma complicação nos rins. Agora, com a ampliação, o medicamento poderá ser usado de forma mais abrangente, ao lado do anifrolumabe, que estreia na cobertura.
O diretor-presidente da ANS, Wadih Damous, destacou que a medida é essencial. “O lúpus é uma doença complexa e sem cura. Se temos no país medicamentos que controlam a doença e garantem qualidade de vida, isso precisa estar disponível ao consumidor.”
Quem será beneficiado
De acordo com estimativas técnicas da própria ANS, cerca de 2 mil pessoas com planos de saúde poderão ser diretamente beneficiadas com a nova regra.
A diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Lenise Secchin, reforçou a importância da decisão:
“Essa medida traz esperança para milhares de pacientes. Representa acesso a tratamentos modernos e eficazes, fundamentais para prevenir danos irreversíveis e melhorar a qualidade de vida.”
Perfil da doença no Brasil
Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), entre 150 mil e 300 mil brasileiros convivem com o lúpus eritematoso sistêmico.A maioria dos casos atinge mulheres jovens entre 20 e 45 anos.
Homens com lúpus tendem a ter maior risco de complicações renais.
A prevalência é maior em pessoas negras, tanto no Brasil quanto em outros países.
Apesar desses dados, especialistas reforçam que ainda faltam estudos epidemiológicos para entender com precisão o impacto da doença no país.
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