Alcione Bastos fala sobre como o relógio biológico influencia o desejo
Vitor Silva
Foto: Arquivo Pessoal

Hoje, 6 de setembro, é comemorado o Dia do Sexo, uma data criada em 2008 como parte de uma campanha publicitária de uma marca de preservativos. Mas, para muitos, a dúvida persiste: qual é o melhor momento para fazer sexo?
O bahia.ba conversou com Alcione Bastos, médica, sexóloga e psicoterapeuta de 64 anos, que explicou como o sistema sexual de homens e mulheres funciona e como o relógio biológico pode influenciar o desejo, o desempenho e o prazer.
A importância do sono para o desejo sexual
A especialista enfatiza que uma boa qualidade de sono é fundamental para o desejo sexual.
“Se você dorme bem, e dormir bem significa de 7 a 8 horas por noite, sem despertar durante a madrugada, atingindo o sono profundo, o sono, isso vai deixar o corpo mais predisposto ao prazer”, afirma Alcione.
O ciclo hormonal feminino e a disposição para o sexo
Outro ponto importante destacado pela sexóloga é o impacto das variações hormonais no desejo sexual feminino.
“Durante a fase fértil da mulher, entre o 12º e o 14º dia do ciclo menstrual, ela tende a estar mais disposta e com maior libido devido ao aumento do estrogênio”, explica.
Ao longo do mês, a mulher passa por várias mudanças hormonais que influenciam seu comportamento e sua disposição para o sexo. Quando o estrogênio está mais alto, ela se sente mais disposta e alegre, o que favorece o desejo sexual.
Já na segunda metade do ciclo, quando a progesterona sobe, o desejo tende a diminuir, e a mulher pode se sentir mais cansada ou irritada.
Mas, afinal, existe um horário específico para ter sexo? De acordo com a médica, o melhor momento é quando a pessoa se sente mais relaxada e menos estressada.
“O sexo, e qualquer atividade sexual, deve ser vivido com prazer. Para isso, a pessoa precisa estar tranquila, sem preocupações externas, como questões financeiras ou familiares”, afirma.
Ela sugere que cada indivíduo identifique o momento em que se sente mais disposto, seja de manhã ou à noite, e se dedique a criar um ambiente favorável para que o sexo seja prazeroso para ambos.
A influência do estresse no desejo sexual
Alcione também ressaltou que o estresse tem um impacto negativo no desejo sexual.
“Quando estamos estressados, os hormônios como adrenalina e cortisol aumentam, o que bloqueia a excitação e o desejo”, explica.
A especialista aponta que, para a maioria das pessoas, a adrenalina elevada tem um efeito broxante, dificultando a ereção no caso dos homens e diminuindo o prazer nas mulheres. Por isso, é importante reduzir o estresse para que o desejo sexual flua naturalmente.
Exercícios físicos e a motivação sexual
Por fim, a sexóloga destaca a importância da atividade física regular para a disposição e o desejo sexual. Ter um corpo mais saudável e em forma pode melhorar a disposição geral, tornando o sexo mais prazeroso e satisfatório.
“A prática de exercícios ajuda a aumentar a produção de neurotransmissores que tornam as pessoas mais dispostas e motivadas, o que reflete diretamente no desejo sexual”, conclui.
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