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sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Preso pela morte de Marielle Franco, Domingos Brazão recebe salário de R$ 39 mil do TCE

Brazão era conselheiro do Tribunal e chegou a ser afastado do cargo em abril de 2017, mas reassumiu em 2023
 Domingos Brazão: desde a morte da vereadora, o ex-deputado recebeu R$ 2,4 milhões do TCE 
Cadu Guarieiro
O ex-deputado estadual Domingos Brazão, preso preventivamente e apontado como principal suspeito de ser o mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco, em 2018, continua recebendo salário de R$ 39.481,75 como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). O pagamento é feito mensalmente, mesmo após sua prisão em março de 2024.

Brazão chegou a ser afastado do cargo em abril de 2017, por suspeita de fraude e corrupção, mas reassumiu a função em 2023. Desde a morte da vereadora, em março de 2018, até a prisão, em março de 2024, o ex-deputado recebeu R$ 2,4 milhões do órgão.

O TCE afirma que mantém o pagamento em cumprimento à legislação que rege os servidores públicos, segundo a qual a suspensão de salários só pode ocorrer por determinação judicial. No caso de Brazão, essa decisão caberia ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Procurado, o STF informou que não irá se posicionar sobre o caso.

Prisão
Domingos Brazão e seu irmão Chiquinho Brazão foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e se tornaram réus por serem apontados como mandantes do assassinato, que vitimou também o motorista da vereadora, Anderson Gomes, em março de 2018. Eles estão presos preventivamente desde março de 2024, por ordem do STF, e aguardam julgamento.

Além dos irmãos Brazão, o delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio, e dois nomes ligados à milícia — um deles, Roberto Calixto Fonseca, o Peixe, ex-assessor de Domingos — foram acusados pela PGR de também serem mandantes do crime.

Caso Marielle
Em 14 de março de 2018, a vereadora Marielle Franco (PSOL–RJ) e seu motorista, Anderson Gomes, foram executados a tiros no centro do Rio de Janeiro. O crime chocou o país e gerou ampla comoção política e social. A investigação, considerada uma das mais complexas da história recente do Brasil, apurou que o assassinato teve contornos políticos e pode estar ligado à atuação de milícias no estado. Mais no sbtnews

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