Campanha destaca a importância do diálogo e do apoio emocional, com serviços gratuitos disponíveis em todo o Brasil
Imagem: divulgação

A data internacional foi inspirada na história de Mike Emme, estudante americano que cometeu suicídio em 1994. Mike restaurou um Mustang amarelo, símbolo que motivou a criação do “Yellow Ribbon Program” por seus pais, com o objetivo de oferecer apoio e conscientizar sobre prevenção ao suicídio. Posteriormente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Associação Internacional de Prevenção ao Suicídio (IASP) adotaram a data globalmente, lembrada hoje em mais de 60 países.
Segundo a OMS, mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio anualmente, sendo a terceira principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. O Ministério da Saúde aponta que o suicídio é a segunda causa de morte entre adolescentes de 15 a 19 anos e a quarta entre jovens de 20 a 29 anos. Além disso, uma em cada oito pessoas enfrenta problemas de saúde mental, e 75% não recebem tratamento adequado.
O impacto da saúde mental também é sentido no trabalho: nos últimos dois anos, os afastamentos por transtornos mentais mais que dobraram, passando de 201 mil em 2022 para 472 mil em 2024, com destaque para estresse (28,6%), ansiedade (27,4%), episódios depressivos (25,1%) e depressão recorrente (8,46%).
Leila Herédia, porta-voz nacional do Centro de Valorização da Vida (CVV), reforça que a campanha é fundamental para dar visibilidade ao tema. “O mês de setembro mostra que há uma oportunidade ainda maior de falar sobre o assunto. Com a ampla divulgação, as pessoas conversam mais sobre apoio emocional e prevenção, transformando essas atitudes em hábitos durante todo o ano”, afirmou.
O CVV oferece apoio emocional gratuito e sigiloso por meio do número 188, disponível em todo o território nacional, 24 horas por dia, para quem precisa conversar ou receber orientação.
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