John Lennon foi assassinato no dia 8 de dezembro de 1980, em Nova York
Bob Gruen/Divulgação

Mark David Chapman, o assassino de John Lennon, já passou 45 anos na prisão. E deverá passar pelo menos mais dois. O New York State Board of Parole (Conselho de Livramento Condicional do Estado de Nova York) negou seu último pedido de livramento condicional — pela 14ª vez.
O conselho só voltará a examinar seu caso em 2027. A primeira audiência de livramento foi em 2000. Desde então, o órgão vem dando uma nova oportunidade a Chapman a cada dois anos. Por João Ozorio de Melo
Ainda não foram divulgadas as razões da negativa. Mas, em vezes anteriores, o conselho justificou suas decisões com o argumento de que conceder livramento condicional a Chapman “seria incompatível com o bem-estar da sociedade”.
O conselho se referiu ainda à gravidade do crime, que exerceu um impacto de consequências globais. “Suas ações tiveram ramificações duradouras, deixando o mundo com dificuldades para se recuperar do vazio que ele criou.”
Em 8 de dezembro de 1980, Chapman, que trabalhava como guarda de segurança, usou um revólver .38 para dar cinco tiros, quatro dos quais atingiram John Lennon nas costas e no ombro — bem em frente ao prédio de Manhattan onde o beatle morava.
Ele permaneceu calmamente na cena do crime, à espera da polícia. Lia seu livro favorito: O Apanhador no Campo de Centeio, de JD Salinger, em que o protagonista da história se tornou um ícone da rebelião adolescente.
Chapman foi preso minutos depois. Confessou o crime e, em 1981, foi condenado por homicídio de segundo grau — o mais grave, depois do assassinato de agentes da segurança pública (policiais etc.).
Ele pegou uma pena que varia de 20 anos a prisão perpétua. Isso significa: com 20 anos de prisão, Chapman passou a ter direito a audiências de livramento condicional, mas só será libertado quando o Conselho de Livramento Condicional achar apropriado.
Motivos do crime
A acusação alegou que o motivo do crime foi a intenção de Chapman de ser famoso. Em uma audiência com o conselho em 2022, ele admitiu essa motivação: “Eu sabia o que estava fazendo, sabia que era errado, mas queria tanto a fama que estava disposto a fazer qualquer coisa, até tirar uma vida humana”. Mais na conjur
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