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segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Donos de imóveis não podem mais impor pintura obrigatória no fim do aluguel, dizem tribunais

A justiça exige prova de danos além do desgaste natural antes de qualquer cobrança
Nacional – Tribunais brasileiros decidiram: quando um contrato de aluguel termina, o proprietário não pode forçar o inquilino a repintar o imóvel se não houver dano além do uso normal.  Fonte: CPG

A Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/1991) já prevê que o locatário devolva o imóvel no estado em que o recebeu — mas não que arque com os desgastes naturais, como paredes desbotadas ou pequenas marcas.

O que os tribunais têm decidido
No Paraná, uma decisão de outubro de 2024 da 1ª Turma Recursal entendeu que exigir pintura nova “porque sim” é abusivo, quando não há dano concreto.

No Distrito Federal, o entendimento é similar: não basta vistoria de saída — é preciso que exista vistoria de entrada confiável, com fotos, laudos ou documentos, para comprovar eventuais danos.

Diferença entre deterioração natural e dano
Desgaste natural: inevitável com o tempo — tinta alterada pela luz, rejuntes escurecendo, pequenas imperfeições. Não cabe cobrança.

Danos efetivos: buracos, marcas profundas, infiltrações ou manchas por mau uso, rachaduras — aí sim o locatário pode ser responsabilizado.

Como se proteger (se você for inquilino)
Solicite vistoria de entrada detalhada, com fotos, assinatura, que registre o estado inicial do imóvel.

Participe da vistoria de saída, guarde os registros, documentos ou fotos comparativas.

Verifique se o contrato contém cláusulas que obriguem pintura automática — se houver, questione ou peça para alterar.

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