Estudo global reuniu dados de mais de meio milhão de neurônios de camundongos para entender como ocorre a tomada de decisões

O método dos testes
Os camundongos ficavam diante de uma tela e, quando uma luz surgia à esquerda ou à direita, precisavam girar uma roda para o lado correto e assim receber uma recompensa. Em algumas tentativas, a luz aparecia mais fraca, obrigando os animais a decidirem por conta própria em que direção agir, o que permitiu avaliar como expectativas anteriores influenciam a percepção.
Os resultados encontrados
Ao todo, foram identificados 621.733 neurônios de 139 camundongos. O professor Alexandre Pouget, da Universidade de Genebra, destacou que a atividade cerebral ligada à decisão e à recompensa “iluminou o cérebro como uma árvore de Natal”. Segundo ele, a escala da pesquisa é inédita, com dados uniformes coletados em 12 laboratórios.
A visão dos especialistas
Para o neurocientista Kenneth Harris, da University College London, o avanço quebra a tradição de estudar regiões isoladas. Agora, com o cérebro inteiro mapeado, é possível compreender como todas as partes interagem na hora de decidir e aprender com as ações.
O próximo passo
Os pesquisadores pretendem expandir os estudos além da tomada de decisões e investigar novas questões em neurociência, como aprendizado, memória e comportamento adaptativo.
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